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Crônicas de viagem

 

Se existisse um verbete para definir saudades no dicionário de papiamento (a língua, que ao lado do holandês, é o idioma oficial de Aruba), ele conteria a descrição perfeita do táxi do Charlie. Conhecemos o Charlie enquanto fugíamos de um bar cheio de borrachudos há alguns minutos de Oranjestad, pouco depois do maravilhoso pôr do sol da Divi Beach.

Não demorou muito para Charlie descobrir que éramos brasileiros e que poderia tentar desenferrujar o seu português capenga na corrida dali até Palm Beach. Demorou menos ainda para Charlie nos contar que ele, há alguns anos, fora ele o maître mais famoso de Aruba. Já estávamos há dias na ilha e, nessa altura do campeonato, já entendíamos bem os arubanos – todo mundo era o mais famoso de Aruba em alguma coisa. Já tínhamos, inclusive, conhecido o taxista que falava português mais famoso da ilha: o Papi. Este possuía uma propriedade no centro da Aruba, com granja e uma muda de feijão. Papi havia participado de um comercial de TV falando português e colecionava ditados populares brasileiros (nos recitou uns dez, começando por “uma andorinha não faz verão”). Disse que podia se casar com uma brasileira mais velha, gordinha – mandou avisar por aí. Ele também nos deu as primeiras lições de papiamento e falou bem devagar para provar que brasileiro pega rápido a língua do baixo Caribe. O problema é que só consigo me lembrar de Aruba ta bonita, que é auto-explicativo, e de “dushi”, que significa um monte de coisa boa. Mas vamos voltar ao taxi do Charlie…

“Valentino’s era o restaurante mais famoso de Aruba. The best! Everybody queria ir no Valentino’s”, conta Charlie no seu taxi imenso de sete lugares. “Todos queriam Charlie”, se orgulha da fama e segue explicando que o restaurante italiano não só apenas o mais famoso da década de 90, mas da História de Aruba. E Charlie que fala sempre na terceira pessoa (“Charlie era homem mais conhecido de Aruba, see?”, explica) pode te provar. Ele guarda no porta-luvas do carro uma série de fotografias impressas do antigo restaurante mais incrível da ilha. Todas elas em papel grande, tamanho A4. Há fotos da entrada, do amplo salão com decoração demodê dos anos 80 e de todos os inúmeros garçons de todas as nacionalidades – um deles, pernambucano, havia ensinado Charlie a falar o português.

– E o que aconteceu com o Valentino’s, Charlie?, pergunto.

– Marriott Surf Club. That’s what happened. Ofereceram millions, dono do Valentino’s disse sim. And GOODBYE, CHARLIE! – e cai na gargalhada.

O Surf Club faz parte da rede americana Marriott, que possui hotéis no mundo todo. Só em Aruba são três. Estamos hospedados em um deles. O Valentino’s foi demolido para dar lugar a piscinas, jardins com palmeiras, salas de ginástica, salas de massagem, ballrooms, cassinos… Porque o Marriott é um verdadeiro paraíso na Terra para qualquer turista, mas transformou a vida do Charlie em nostalgia. “Charlie fala sete línguas: papiamento, holandês, inglês, francês, italiano, português e alemão”. E, como um narrador de futebol, passa de uma para a outra e recita ditados, receitas de bolo, frases preparadas e sabe-se-lá-o-quê esse homem está falando… Tudo para impressionar o turista. Afinal, o que vale num país que vive de estrangeiros é o espetáculo. Charlie não fez faculdade, mas mandou os filhos para a Holanda para estudar – Aruba faz parte do reino holandês. Foram com bolsa do governo, esclarece. Falam todas as línguas, aprenderam na escola porque muitos idiomas fazem parte das disciplinas obrigatórias da rede de ensino do país. Por isso, Charlie fica chocado com os americanos. Como pode falar só um inglesinho mixuruca? Acha que é preguiça da gringaiada. Um idioma não pode ser suficiente. “Charlie is much more intelligent” e gargalha de novo. Eu digo para o Charlie que eu falo italiano.

– Io parlo meglio, provoca.

– Não sei não, Charlie. Parlo benissimo, sai?

Resmunga alguma coisa, “até parece”. Gargalha. Tolinha. Charlie é nostalgia, mas também é só alegria. E alegria e nostalgia devem combinar em papiamento. É que Aruba é a ilha da felicidade, como diz o slogan do governo. Muito bom viver aqui. E segue falando bem do primeiro ministro, da saúde e, termina a corrida, rindo e contando – imperdível – da sua sobrinha, a moça de 20 anos mais bonita de Aruba, ainda que não tenha ganhado qualquer concurso de miss. E precisa? Se Charlie está dizendo, não resta dúvida, né, minha gente?

Aruba

mergulho

Sagrada Família, Barcelona. (Foto: Vanessa D'Amaro)

Sagrada Família, Barcelona. (Foto: Vanessa D’Amaro)

Há quem acredite que a ventania espanhola seja exclusiva da região de La Mancha, como contam os filmes do Almodóvar. Mas o vento é feroz dos Pirineus ao Gibraltar, e dá as caras na Catalunya em um começo de primavera. Em Barcelona, venta. Venta demais. Venta tanto que aparece na previsão do tempo. “O que quer dizer esse símbolo?”, pergunto. “Quer dizer eu vai ventar amanhã”, me explica a minha prima, quem eu fui visitar. Previsão do tempo: ventania. Apenas. O vento da Catalunya é um baluarte. Ele não sopra. Ele uiva. Derruba sinais de trânsito de aço, levanta toldos, fecha torres e mirantes e, quando encanado, destrói a arrumação de leques da loja de souvenirs vizinha à Igreja da Sagrada Família. “Não gosto de dormir nesse vento”, me diz. Não acontece todo dia, mas é freqüente nessa época do ano. Os guias de viagem não te contam sobre o vento. Você é pego de surpresa, seja sul-americano ou europeu: o vento gela. Mãe e filha brasileiras se amontoam dentro do ônibus turístico e trombam — sem querer, sem prever — com mãe e filho britânicos que também concordam que “it’s just too cold and windy to be outside”. Peraí, Barcelona não era a pérola do mediterrâneo? Clima agradável? Destino de veraneio?

Moças de cabelos volumosos, sem alternativa, amarram seus cachos em rabos de cavalo no topo da cabeça. Enrolam seus pescoços em cachecóis e compram casacos novos, com capuz. Gorros não servem nesse vento. Fuligem e areia viram traves nos olhos dos turistas que se protegem com óculos escuros, mesmo neste tempo nublado. O vento não perdoa. Desvia a atenção no Parc Güell e faz turistas culparem o tempo por não amarem Gaudí. Tudo bem não amar Gaudí. Pode-se gostar de Barcelona sem gostar, necessariamente, de Gaudí. Mas talvez seja mais fácil amar Gaudí em dias de sol. Para gostar de Gaudí, tem que ter sol…

Gaudí, inclusive, é tema de toda e qualquer roda de turistas em Barcelona — ainda que não se ame Gaudí. Seja pelas obras, parada obrigatória no city tour, seja pelo seu atropelamento que é mencionado em TODO guia sobre a cidade. Gaudí foi atropelado por um tram na esquina da Gran Vía com a Carrer de Balién. Morreu três dias depois, no hospital. Uma tristeza. O ônibus turístico faz questão de citar essa informação, toda vez que ele faz a curva na avinguda — avenida, em catalão. Pobre Gaudí. Por isso, todo turista deve ter cautela ao atravessar a rua. Ainda que isso aqui seja a Europa. Em Barcelona, nunca se sabe quando um tram pode aparecer. “Aqui, atropela-se gente. Cuidado”, alerto minha mãe.

Talvez por ele ter sido um gênio, seja tão caro entrar em qualquer coisa que Gaudí tenha projetado nessa cidade. Ainda que não se ache grande coisa ou valha os quinze euros, às vezes até mais. Entrar na Sagrada Família é fundamental. Ela é mil vezes mais bonita por dentro. A luz, as cores, o teto que alcança o céu… Tudo emociona, o que é raro na obra de Gaudí (a esta altura do texto, eu não preciso explicar a vocês que eu não sou muito fã do arquiteto, certo?). Amei a Sagrada Família. Não achei que iria amar, visto que eu não acho o Gaudí… Vocês já entenderam, certo?

Me acho, por vezes, antiquada quando confesso que meu coração disparou mesmo pelo bairro gótico e sua catedral, ou pela zona portuária, ou pela Barceloneta e suas areias artificiais, ou pelo Montjuïc, ou pela plaça Catalunya — com um bom ç, como manda o idioma catalão. Aliás, que coisa incrível que é a língua catalã! Tão mais interessante do que Gaudí…

Mas confesso para vocês: há grandes chances de minha implicância com Gaudí ser fruto de um desejo incontrolável de tentar não ser somente uma turista standard. Apenas digo que pode ser fruto do mesmo mau humor de que padeço quando minha mãe sugere dar uma olhada em uma loja de souvenirs. Eis que eu resmungo: “Você não precisa desse leque”; “Tanto imã, para quê?”; “Essa camiseta é horrorosa, só vai servir para dormir”; “Você acha isso legal agora, quando chegar em São Paulo vai se perguntar porque gastou tanto dinheiro com um negócio tão cafona…”. Esta última, inclusive, é minha incoerência preferida de toda a viagem. Eu digo isso enquanto tiro dez euros da bolsa e compro duas cúpulas de abajur com reproduções de vitrais do Gaudí… E, veja bem: eu nem morro de amores pelo cara!

Se tem uma coisa que viajante nenhum para para olhar em Barajas, o aeroporto internacional de Madri, é o teto de bambu — com certeza, o maior trunfo arquitetônico do projeto de Richard Rogers. Esse teto é um primor. Mas ninguém está nem aí para ele. Em Barajas, as pessoas correm: de salto, de tênis, de sapatilha, de havaianas, de botas de cowboy. Só se corre em Barajas — seja de mochila, seja de mala de rodinhas. Barajas é pura endorfina porque todo mundo tem uma conexão para pegar em um terminal distante. E as placas vêm com as indicações mais o tempo de caminhada: “RSU — 24 minutos”. É tudo longe. É tudo do outro lado do planeta — e ele, com certeza, está inteiro em Barajas fazendo conexão.

Correm judeus ortodoxos, correm europeus com barbas longas e trançadas, correm americanos com tênis Nike e calças vermelhas em grupos de dez pessoas, correm drag queens sul-americanas, correm moças árabes de véus na cabeça, correm caras com pochetes penduradas no pescoço, correm assessoras de imprensa do Brasil que me encontram, de férias, e param apenas para um minuto de prosa. Um minuto contado, veja bem. Não temos tempo para mais do que isso.

Poucos são aqueles que não correm, ou param de correr, quando encontram o painel com os horários e portões de embarque. Em Barajas, esse é o único jeito de saber para onde correr, ou quando é hora de parar. Raríssimos, são aqueles que tiram um cochilo nas cadeiras de alumínio. Estes recebem olhares de reprovação, afinal, um cochilo é um verdadeiro pecado para os viajantes maratonistas de Barajas.

Entre aqueles que esperam, poucos parecem tranquilos. O viajante padrão se posiciona em frente ao painel de voos, que checa a cada vinte e dois segundos. Quem não faz isso é o moço britânico, alto, loiro que lê um moleskine todo preenchido com uma caligrafia grande. Ele parece o designer inglês Tom Price. Talvez eu devesse tê-lo cumprimentado, caso realmente fosse mister Price. Mas quem disse que ele vai se lembrar da jornalista brasileira para quem contou sobre a sua mãe numa festa de gente rica na Alameda Gabriel Monteiro da Silva?

Paro em frente ao painel. Estou aqui há vinte minutos, mas é tempo suficiente para ser tratada como especialista pela família brasileira que vai passar as férias em Roma. Explico como checar o painel e para onde correr quando o portão de embarque for anunciado. Eles me agradecem, dizem que é muito difícil fazer isso pela primeira vez. Eu concordo, com a minha cara de veterana — aquela que conhece bem o aeroporto apenas por já ter corrido por estes corredores por meia hora há dois anos, sem sequer ter reparado no teto de bambu do Richard Rogers. Compenso desta vez. Não paro de olhar para o teto. Faço isso até o painel nos indicar o portão J61. Pego a minha mala de rodinhas, prendo o meu cabelo e corro. Desta vez, calçando um tênis de corrida. Vim preparada. Tem que ser assim em Barajas.

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Nos Pirineus, as janelas das casas são incríveis: antiquíssimas, de madeira e até separatistas — uma ou outra está sempre bradando pela Catalunya livre ao exibir com orgulho a bandeira catalã pró-independência, aquela com a estrela. As senhorinhas e os senhorzinhos, de povoados franceses na fronteira com a Espanha, têm seus nomes gravados nos bancos da Igreja, o que garante o lugar fixo nas missas. Os pôneis cavalgam tranqüilos pelas montanhas. Sim, eu disse pôneis. Muitos pôneis. Nunca vi tantos pôneis. Quem diria? Nos Pirineus, há pôneis. Não digam que eu não avisei.

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As fotos são minhas.

 

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Estava eu, nesta quarta-feira de cinzas, a caminhar sozinha pelas ruas de Lisboa — que, como eu, também estavam completamente sem companhia. No meu trajeto, do Mosteiro dos Jerónimos ao bairro Alto, encontro com um parente/amigo/conhecido a cada esquina. Todos me perguntam, ansiosos, em desespero, ávidos pela informação:
– Quando é que vamos comer um pastel de nata?

Eu, aflita, digo que não sei quando, nem como…
Eles, frustrados com a minha resposta, desaparecem, não deixam vestígios.
E eu continuo a vagar só rumo ao bairro Alto, em uma Lisboa ensolarada e ao mesmo tempo vazia e triste nesta manhã de feriado de cinzas.

Desperto. Em São Paulo.
Há um oceano de distância de Lisboa.
Um Atlântico inteiro.
Suspiro.

Talvez a vida seja demasiado solitária sem saber quando vamos comer pastéis de Belém de novo.

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Felipe disse que queria passar esse feriado em Milão. Eu ri. Ele quer passear na via Torino, andar no Parco Sempione, freqüentar os restaurantes de Brera e atravessar o Castelo Sforzesco para chegar ao Duomo. Ah, o Duomo! Fico me lembrando dele todo iluminado naquela segunda-feira chuvosa e fria de abril. Eu vi o Duomo de dentro de um taxi naquele dia. Meus olhos se encheram de lágrimas, eu disfarcei. Não queria que a Silvinha me visse emocionada, não ainda. Ah, Milão! A Villar me viu na fila do café hoje; contou que ainda não viu todas as fotos da viagem dela à Itália depois daquela nossa semana em Milão. “Quero ver essas fotos também, Villar. Não se esquece de me mostrar?”, pedi. Chorei no ombro da Villar tarde da noite, numa quinta-feira, perto da Via Mazzini. Ela me achou uma louca.

Eu vou a eventos de design e decoração e me encontro com a Patricia, a Denise, a Ana. Todas elas estavam no mesmo hotel em que eu e a Silvinha ficamos. São boas lembranças. Queria ter visto a Chris na Casa Cor. A gente só se viu uma vez depois de Milão, puxa. Ainda não descarreguei as minhas fotos do Sforzesco. Ainda não vi as fotos do nosso almoço no lago di Como, estava tão frio naquele dia.

Vivi tanta coisa e não consigo escrever ainda sobre isso. Olho para o teclado e não consigo descrever o que Milão me deu. Não consigo explicar esse conjunto de sensações. Fecho os olhos e só me lembro das pessoas. Do descolado Marcel Wanders (que nos deu uma entrevista brilhante) a Janete, brasileira que cuidava do café da manhã no hotel Canadá. Lembro-me do Enzo, o segurança napolitano que me ajudou a recuperar a minha máquina fotográfica perdida num espaço de exposições gigante. Enzo ganhou um abraço apertado e me viu chorar de felicidade, sem entender porque as lágrimas só vieram quando a câmera voltou para a dona. Lembro da dificuldade de bater um papo em inglês com os designers japoneses. Lembro daquelas moças muçulmanas de véu que desenhavam lustres lindos e estavam orgulhosas de representar o Egito na feira. Às vezes, penso naquele mocinho madrileno que me contou que na casa da sua avó todas as cadeiras são de balanço, por isso ele investiu nelas para apresentar em Milão. Que graça!

Encontrei meu celular italiano na bolsa e pensei no Mirko e na Giulia, os simpáticos e solícitos funcionários da Tim que resolveram a minha vida. Saudades da Michela, a cinegrafista italiana que foi um anjo da guarda durante aquela semana. Fico me lembrando daquela tarde em que ela percebeu que a chiesa Santa Maria presso San Satiro estava aberta. “Ti faccio vedere una cosa”, me disse antes de mostrar que o altar desta igreja (que é mais antiga que a chegada de Colombo às Américas) é um dos trabalhos pioneiros em perspectiva – tudo isso, assim no meio do dia, antes de voltarmos para o espaço CASA CLAUDIA, na Santa Maria della Valle.

Procuro as minhas fotos, passo pela imagem que fiz da linda Rossana Orlandi no seu spazio shabby-chic, como ela mesma definiu. Fiquei louca para saber a idade dela, mas não perguntei porque li a plaquinha: “Le donne intelligenti hanno gli anni che decidono di avere”. Que linda! Aquela sexta-feira foi fantástica e a Silvinha concorda comigo. A Silvinha foi a melhor amiga e companheira de viagem do mundo. Gosto tanto dela. Não sei nem como agradecer por tudo. Não consigo explicar o que eu aprendi lá.

Fico com saudades de Milão, do que entendi sobre mim, de como eu me achei. Tento rascunhar, escrever algumas linhas sobre a experiência, mas não dá. O que ficam são as pessoas, essas lembranças, esses sentimentos, essas lágrimas. Fui corajosa. Tive medo. Tudo junto.

Quero escrever sobre isso. Por que eu não consigo? Volto, mais uma vez, para as minhas fotos. As pálpebras seguram as lágrimas. Milão, você me emociona tanto!  Como é que eu conto para os outros? Como eu explico? Não dá. Não consigo traduzir, desenhar, detalhar. Abro meu armário, vejo a camiseta que usei no vôo de volta. Como foi que o Massimiliano, o Casanova da Alitália, me achou bonita vestindo isso? O número de telefone dele ainda está num bilhetinho dentro da minha bolsa. Rio sozinha dessa história. Grazie, Milano, muito obrigada! Te vejo de novo um dia. Volto pela terceira vez, prometo. Italia, amore mio, ritorno subito. Ti giuro! 

milao-1

silvinha e felipe.

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revista.

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villar.

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piazza del duomo.

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rossana orlandi.

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